Suplementação de vitaminas na infância

Criar hábitos saudáveis de alimentação desde cedo não é tarefa fácil. A falta de apetite, as caras feias ao comer determinados vegetais, a recusa ao cuspir alimentos e a afinidade natural com os sabores doces são alguns dos pontos recorrentes nas queixas de pais e mães. A melhor forma de evitar essas situações é promover uma introdução alimentar que já considere a importância da diversidade e qualidade nutricional. E, nesse ponto, as vitaminas são essenciais. O organismo humano precisa de pequenas quantidades de vitaminas para o bom desempenho de funções como a formação de tecidos, o aumento da resistência dos dentes e dos ossos e o processo de cicatrização.

Vitamina C

Consumir bastante vitamina C é sinônimo de dentes, músculos e ossos fortes e resistentes. O composto também desempenha papel fundamental no sistema imunológico, aumentando a resistência contra o aparecimento de infecções e auxiliando no processo de cicatrização. Sua carência pode culminar no aparecimento de escorbuto, uma doença rara que, embora assintomática no início, pode provocar deformações nos ossos e articulações, além da fraqueza nos dentes e incapacidade de curar infecções e estancar cortes, mesmo pequenos.

Além do leite materno, a vitamina C é abundante em frutas cítricas como limão, laranja, mexerica, tangerina, melão, melancia, morango e kiwi. Vegetais de folhagem verde escura também são ricos no composto.

Vitamina D

Essencial no crescimento e desenvolvimento dos ossos e dos dentes das crianças, a sua carência pode acarretar o aparecimento de raquitismo, que constitui no amolecimento e enfraquecimento das estruturas ósseas, prejudicando a resistência. De todas as vitaminas, essa é a única que o corpinho dos pequenos é capaz de fabricar, num processo protagonizado pela exposição das crianças aos raios solares.

Conforme os bebês vão crescendo, a tendência é que seu organismo seja capaz de produzir a quantidade adequada para o seu funcionamento adequado. O nutriente pode ser encontrado em carnes, peixes como sardinha e salmão, frutos do mar como mariscos e outros derivados de origem animal, como leite, ovo, fígado e queijos, além de cogumelos.

Vitaminas do complexo B

Conforme o próprio nome sugere, trata-se de uma família de vitaminas: B1, B2, B3, B5, B6 e B12. Esses seis compostos desenvolvem função crucial na formação dos glóbulos vermelhos, como são chamadas as células do sangue, no bom funcionamento do sistema neurológico, na regulação e produção da energia do corpo, no fortalecimento do sistema imunológico, além da saúde da pele, dos cabelos e do intestino. Dietas que são livres de carne podem favorecer a deficiência da vitamina B12, ocasionando o aparecimento de doenças como a anemia. Os alimentos ricos em vitaminas do complexo B são peixes, fígado, abacate, castanhas e vegetais de folhagem verde-escura.

Alimentação do bebê: como lidar com a recusa

Preparar a alimentação do bebê com amor e carinho pode não ser suficiente para fazê-lo limpar o pratinho – como ele provavelmente fazia quando começaram as primeiras papinhas. Isso acontece porque, conforme ganha independência, a criança começa a manifestar suas vontades e a hora da refeição pode virar um momento de choradeira, gritaria e papinha voando por todos os lados.

É natural que os pais se preocupem com a alimentação do filho – principalmente quando ele não quer comer. No entanto, é perfeitamente normal que a recusa aconteça. Por vezes, a criança vai aceitar apenas os alimentos que prefere. Mas, desde que, em geral, esteja consumindo alimentos variados, não há motivo para se preocupar.

O importante é fazer as consultas regulares ao pediatra, que vai monitorar o crescimento e ganho de peso e poderá indicar outras condutas nutricionais, caso necessário.

 

Por que o bebê se recusa a comer

Os bebês recusam a comida por vários motivos: podem estar cansados, distraídos, doentes ou simplesmente satisfeitos. A partir de um ano de idade, o apetite também costuma diminuir, até porque a velocidade de ganho de peso diminui. Se nos primeiros meses de vida a criança chega a ganhar um quilo ao mês, entre o primeiro e o segundo aniversário o acréscimo de peso é de cerca de dois quilos, de acordo com os dados da Sociedade Brasileira de Pediatria.

O importante é que os pais saibam que, sempre que tiver fome, o bebê irá pedir por comida. Se ele tocar na colher ou afastá-la da boca, provavelmente quer dizer que já comeu o suficiente. Quando novos alimentos entram na dieta, o bebê também tende a recusá-los. Esse período de adaptação é comum e pais e cuidadores precisam ter paciência para insistir, apresentando o alimento de diferentes formas.

Como lidar com a recusa

Faça suas refeições no mesmo horário em que oferece a comida ao filho. Ver os pais comerem pode estimular a criança

Respeite os horários das refeições e acostume seu filho a comer nos lugares apropriados para isso

Elogie quando o bebê estiver comendo, mesmo que pouco.

Se o seu filho recusar a comida, não o force. Por mais frustrante que seja, tente acalmá-lo e, depois de um tempo, ofereça outra vez

Seu bebê pode comer devagar, então seja paciente.

Usar comida como recompensa não é recomendado. Prefira recompensá-lo com uma ida ao parque ou brincadeira.

Explique sobre as cores dos alimentos, sua consistência (se são macios, duros etc), como são gostosos e importantes para a saúde.

Se você conhece outros bebês ou crianças que se alimentem bem, tente marcar para que façam uma refeição juntos. Seu filho poderá seguir o bom exemplo.

Tenha em mente que o gosto muda. Em um dia, seu bebê pode adorar mandioquinha. No outro, pode jogar a mandioquinha para o alto.

Mudar a forma como os alimentos são apresentados pode ajudar.

 

Atividade física para criança: quais e a partir de qual idade

Atividade física para criança: veja por fases de desenvolvimento

A partir dos seis meses

O lactente deve ter liberdade para se mover de acordo com o seu nível de desenvolvimento. Colocá-lo em um cercadinho permite que observe o ambiente, brinque, agarre brinquedos, puxe e empurre objetos, mova a cabeça e o corpo e possa se apoiar para ficar em pé.

A natação é um esporte indicado para bebês que ainda não sabem andar. Há muitos benefícios em deixá-lo cair na água, bater as perninhas e se divertir bastante. Nadar ajuda o bebê a desenvolver suas competências físicas e a trabalhar os músculos, além das competências sociais e até linguísticas.

A partir dos 10 meses

O bebê pode começar a engatinhar a qualquer momento.  O ideal é que tenha bastante espaço para engatinhar e começar a andar com apoio, quando chegar a hora. O ambiente deve ser seguro e supervisionado por um adulto.

Um a três anos

Parece difícil pensar em um bebê sedentário, mas pode acontecer. Estimule-o a brincar e a se manter ativo durante o dia. Nada de deixá-lo assistir a desenho no celular, deitado na cama, por horas a fio.

Quatro a sete anos

Nesta idade, a criança deve ser estimulada a correr, pular, subir e descer e a experimentar tudo que faz o corpo se mexer. Valem as primeiras experimentações com esportes de fato, mas não é indicado o foco em apenas uma atividade: direcionar a criança a apenas uma atividade pode privar o desenvolvimento de certos grupos musculares.

Oito a onze anos

A criança já pode começar a praticar esportes, mas sem dar ênfase no aspecto competitivo. O ideal é que exista uma associação de ginástica e jogos.

A partir dos 12 anos

A criança já pode praticar esportes com objetivos competitivos, visando resultados. O esporte é importante na formação do caráter porque desenvolve a sociabilidade, respeito às regras, empenho e o modo de lidar com vitórias e derrotas.

Por outro lado, o esporte pode acarretar lesões físicas (como fratura ou rompimento de ligamentos), desidratação pelo calor e sobrecarga psicológica. Portanto, é importante que pais e profissionais acompanhem as aulas e o desempenho da criança para assegurar que tenha maturidade biológica suficiente e não fique sobrecarregada. Crianças da mesma faixa etária podem ter diferenças de maturação, então é preciso identificar o ritmo próprio de cada uma.

O principal papel dos pais é estimular a atividade física desde cedo e, posteriormente, os esportes. Isso significa não pressionar a criança nem estabelecer metas muito ambiciosas. Já o professor deve controlar a intensidade do treinamento, levando em conta a idade e o desenvolvimento de cada aluno.

A criança deve ter o direito de não ser um grande atleta e não deve ser cobrada em excesso. O ideal é que a atividade física programada seja realizada cinco vezes por semana (no mínimo três dias e nunca sete dias por semana).

Os esportes, assim como os bons hábitos de alimentação, são aliados da saúde. Adotando uma atitude correta em relação à atividade física, a vida da criança fica mais saudável e feliz.

 

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